[Resenha] Para Sempre Alice – Lisa Genova

Para Sempre Alice Resenha Ednan Gomes Convéns Cultural

 Lançado em 2007 e publicado aqui no Brasil pela Editora Nova Fronteira, “Para Sempre Alice” é o livro de estreia da autora Lisa Genova e que explora um tema bem interessante: a doença de  Alzheimer com instalação precoce.

Na obra, conhecemos a professora e pesquisadora bem sucedida de Harvard: Alice Howland. Que aos 50 anos de idade, tem uma vida bastante ativa (como muitas pessoas nessa idade): dá aulas, orienta a pesquisa de diversos alunos, além de comparecer o ministrar diversas palestras, encontros ou simpósios pelo país.

Entretanto, alguns problemas de memória começam a afetar a sua vida, como por exemplo, esquecer o caminho para casa ou o tema da aula que ela havia acabado de preparar. Depois de procurar um médico e realizar muitos exames Alice é diagnosticada com o Mal de Alzheimer com instalação precoce, o que é algo bem incomum, já que essa doença, no geral, afeta pessoas com mais de 60 anos.

Agora pense bem: imagine que você fez diversas pesquisas científicas em sua vida, contribui com informações e dados de relevância para a área em que você trabalha e, por causa de uma doença, você vai esquecer tudo o que fez e conquistou. E isso só piora: você não vai lembrar-se dos seus filhos, do seu companheiro (a) e de todos outros momentos de sua vida. É incrível o mote que a autora usou para escrever “Para Sempre Alice”. E são exatamente esses problemas – a alguns outros mais – que a protagonista vai encontrar durante sua caminhada.

“Para Sempre Alice” é um livro muito bem escrito, com personagens cativantes e uma história extremamente envolvente. A leitura flui tranquilamente, de forma que, as páginas passavam que eu nem percebia.

A relação e a aceitação da família de Alice, perante a doença, foram muito bem exploradas: os momentos de carinho, de estresse, de choro e a mágoa da personagem-título com o seu estado de saúde são momentos memoráveis.

Antes de ler o livro, eu já tinha assistido a adaptação cinematográfica de “Para Sempre Alice”. Confesso que gostei muito do filme, mas, sem a Julianne Moore ele não seria nada (ou quase nada), já que as outras atuações são medianas, a meu ver. Além disso, cenas muito boas (muito boas mesmo), ficaram de foram do longa, como por exemplo, o grupo de apoio para pessoa com Alzheimer com instalação precoce que Alice organiza.

“Para Sempre Alice” – o livro e o filme – trás uma história emocionante, cativante e com uma linda lição de vida. Uma narrativa imperdível para quem gosta de um bom drama.

Até a próxima.

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