[Resenha] O Azarão – Markus Zusak

O Azarão Resenha Ednan Convéns Cultural

Até pouco tempo, o único contato que tive com as histórias escritas por Markus Zusak foi quando li “A Menina que Roubava livros” – choro só de me lembrar desse livro. Mas, recentemente, fui apresentado a outro livro do autor publicado pela editora Bertrand Brasil, intitulado “O Azarão”. Pelo título, já dá pra vocês terem uma idéia que o protagonista não é uma pessoa muito sortuda, certo?

“O Azarão” é o primeiro livro de uma trilogia dos Irmãos Wolf, em que somos apresentados a Cameron é um garoto de 15 anos, perdidinho de tudo na vida – sabe aqueles que têm sabem o que estão fazendo aqui? Você tem um amigo assim não tem? É  eu também… – e que não se dá muito bem com a sua família. Seus pais estão sempre trabalhando; seu irmão mais velho, Steven, é uma cara boa pinta e bem-sucedido na vida e Sara, a segunda filha, sempre está dando uns bons amasso no namorado.

O terceiro filho – e mais próximo de Cameron – é Rube e os dois juntos eles têm planos para aprontar muita coisa. Mas esses projetos ficam só como planos mesmo. Até que um dia, o nosso protagonista de apaixona. E aí, será que esse azarão vai ter um pouco de sorte na arte da conquista?

Confesso que iniciei a leitura com muita vontade e com o seguinte pensando “É um livro do mesmo autor de ‘A Menina que Roubava Livros’!” quebrei a minha cara. A história não é ruim: o livro é até bem escrito – é um dos primeiros romances escritos pelo Markus Zusak – uma leitura leve e gostosa, entretanto os personagens principais não me conquistaram. Achei-os bem chatinhos e sem graça. E esse foi um dos motivos principais, que fez com que eu demorasse com a ler o livro.

A obra é narrada em primeira pessoa, pelo ponto de vista de Cameron. E no final de cada capítulo – que são, em sua maioria, curtos – somos apresentados a um sonho que a personagem tem ao dormir. Esse foi o recurso utilizado pelo autor que pouco me agradou: vejo que esses sonhos só atrasavam o desenvolvimento da história e não contribuíam muito para a importância da mesma. Sobre a edição – e como sempre – a Bertrand Brasil, caprichou: desde a capa até a diagramação.

Caso você leia, e se interesse pela história, as continuações dessa trilogia são:  “Bom de Briga” (também publicado pela Bertrand Brasil)  e “A Garota que Eu Quero” (esse lançado pela editora Intrínseca). Provavelmente lerei esses livros, se eu tiver a oportunidade, mas com minhas expectativas um pouco mais baixas.

No geral, “O Azarão” é um livro regular, porém um bom entretenimento. Uma história sobre descobertas, maturidade e muito azar.

Até a próxima.

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