Perfil Novos Escritores – João Gustavo Alquatti

joãogustavo

Nascido em Espírito Santo do Turvo – cidade do interior de São Paulo – João Gustavo Alquatti lançou no ano passado pela Editora Virtual Books, seu primeiro livro : “Em Busca do Habitat Natural”.

Formado em Educação Física e cursando Biologia pela UNESP de Bauru, João Gustavo começou a escrever com quatorze anos de idade, quando começou seu processo de busca interior. Ele se define como um poeta que está ligado de forma profunda às energias da natureza, além de ser um admirador e estudioso das artes, da astrologia e do comportamento humano.

Quem se interessar pelo seu trabalho, pode conhecer alguns de seus poemas acessando o blog Águas de Poesia.

Quando e como a literatura entrou na sua vida?

Gosto de dizer que desde o primeiro livro ou texto literário que me foi dado ou lido — seja em casa ou na escola. Mas, até antes dos meus 17 anos, o que não faz muito tempo, eu não tinha o hábito de ler. Após essa idade passei a entender o que os livros me proporcionavam e foi incrível essa descoberta tardia.

Quais são seus autores e livros favoritos?

Ainda li muito pouco do que quero ler deles, mas sem dúvida, Henry David Thoreau e Ralph Waldo Emerson, dois escritores transcendentalistas do século XIX. Outro escritor que tenho admirado é Jack London e cito os seguintes livros: “Chamado Selvagem” e “Caninos Brancos”. Também aprecio as obras fantásticas de Tolkien e os livros esotéricos de Adriano Camargo Monteiro.

Quais são suas influências na hora de escrever?

Por ter começado a ler há pouco tempo e por ler devagar, minhas influências ainda são poucas. Mas eu digo o básico, no caso, de tudo um pouco que já li. As aulas de português na escola também me ajudaram bastante na hora de começar a escrever, e como qualquer pessoa que tem o hábito de escrever, eu sempre estou pesquisando sobre gramática e outros assuntos relacionados ao tema. E é claro que os autores citados na resposta anterior acabam sendo minhas influências indiretas.

embuscadeumhabitnaturalNos fale um pouco sobre o seu livro, “Em Busca do Habitat Natural”.  Por que desse título?

Já tentaram me corrigir dizendo que o título está redundante, mas a intenção foi essa. Frisar bem a ideia de “natureza”.

O título está bem expresso na própria capa que consiste na imagem de uma formiga em cima de um bloco de concreto e logo adiante um verde embaçado simbolizando a natureza e o verdadeiro habitat daquela formiga para o qual ela esta voltada, representando a busca pelo verde.

Então existe a metáfora do ser humano com a formiga, na busca pelo seu verdadeiro eu, pela sua verdadeira essência, e as poesias refletem as intempéries dessa busca.

O livro é dividido em três partes de uma Jornada.  Nos explique um pouco sobre essa divisão dos poemas. Qual a objetivo dessa jornada?

Explicando essas três partes, eu pensei na ideia básica de começo, meio e fim. O início sendo a idealização pela jornada que é aquela fase em que você ainda está cheio de características da fase anterior à jornada, tanto aquelas que você quer se livrar com a jornada quanto aquelas que você quer que permaneçam. O meio é o caminho sendo trilhado e todas as adversidades. O fim é aquela imagem de um caminhante voltando para casa com o pôr do sol ao seu lado, é a reflexão após muitas energias que passaram na jornada.

Como foi o processo de criação e escolha dos poemas de “Em Busca do Habitat Natural”? E quais foram às dificuldades?

A escolha não foi fácil. Escolher foi trazer à vida outra poesia, a de escolher, a de sentir bem o título do livro. Eu diria que a dificuldade foi ter o discernimento de adequar bem as poesias à ideia do livro e às três partes que eu defini.

Qual a melhor poesia que já escreveu?

Não, não, não posso nem consigo lhe responder essa, meu caro. Me desculpe.

Mas, eu diria que a melhor poesia que já escrevi é o dom de escrever poesia, sou intensamente feliz e triste por isso.

João, você teve dificuldades para publicar? Quais?

Sim e sim. Li a entrevista do Felipe Sales [Mariotto] e compartilho do mesmo sentimento: “Escrevi o livro e agora? Por onde começar?”.

Conseguir uma editora sempre pareceu muito difícil e para mim ainda é. Pelo que pesquisei para publicar me foram estabelecidas duas formas de conseguir: ou eu pagava a edição ou eu enviava o livro para editoras e se eles gostassem, publicariam sem nenhum custo para mim. Fui muito desanimado em tentar enviar para várias editoras que resolvi pagar uma – a mais em conta que encontrei.

E o que representa para você conseguir publicar o primeiro livro?

Um sonho realizado, sem dúvida. Eu sempre reconheci que ler era -e continua sendo- um exercício para a mente, e quando pequeno via escritores como pessoas muito inteligentes e bem sucedidas. Quando comecei a produzir poemas, escrevia para libertar palavras que estavam engasgadas em mim, me ferindo e sufocando. A minha ideia era expressar meus sentimentos.

Depois, percebi que podia vê-los e então eu veria o que tinha dentro de mim, assim passou a ser uma jornada de autoconhecimento. E lançar um livro era algo muito distante para mim, sempre dizia aos meus pais: “Mãe, Pai, quando eu morrer, vocês juntam todos esses cadernos e publicam um livro em meu nome? Assim eu estarei vivo nele”.

Como você vê o mercado literário brasileiro? Os novos autores têm espaço?

Vi recentemente um vídeo, em que um colunista dizia que o mercado brasileiro estava abrindo espaço para os escritores de uma maneira geral. Eu acredito nisso, mas não me iludo de maneira alguma, sabendo que há muita dificuldade pela frente.

A ideia que os livros estrangeiros são melhores ainda é muito difundida, e não vou negar que também fui pego por essa onda. A culpa disso é da grande propaganda em cima dos mesmos e a falta de pesquisa sobre os livros nacionais. Basta lembrar que os livros estrangeiros que vêm para o Brasil não são livros escolhidos, mais selecionados, que já obtiveram bons números no próprio país e que ao chegarem aqui, já entram no mercado com um alto índice a ser vendido. Já no Brasil, todos nós participamos do processo de produção de todos os escritores, portanto é bem mais fácil achar livros de qualidade inferior do que os estrangeiros.

Você pensa em se aventurar por outro gênero literário, como o romance?

Não só penso como já estou me aventurando e está sendo muito prazeroso. Meu tempo tem sido escasso para tudo que quero fazer, então tenho escrito ele de maneira mais lenta, pois já escrevo devagar devido ao respeito que tenho pela hora em que minha inspiração flui, e ainda mais devagar devido ao tempo.

Posso concluir que a frase que tenho para essa minha aventura é: “Lento, porém determinado!”.

A leitura em nosso país deveria ser mais incentivada?

Sim, deveria e se possível com discernimento. Ler apenas por prazer não resolve muita coisa. Acredito que a leitura deve ser feita sabendo separar o joio do trigo; pesquisando sobre termos e palavras que não se conhece; procurando saber mais sobre quem é o escritor e qual é o contexto em que ele está inserido; no caso de livros estrangeiros, pesquisando sobre os tradutores; tentando ver de diversas formas as verdades colocadas no livro e se possível abrir discussões com outras pessoas que também já o leram.

Na minha pequena cidade, Espírito Santo do Turvo, fui muito feliz em ter tido a oportunidade de participar da comissão organizadora do 1º Festival de Poesias. Acredito em ações como essa, que estimulam e movimentam a literatura nas cidades. Bem como o importantíssimo papel das escolas na formação dos novos leitores.

O que é a poesia pra você?

Consigo me expressar de diversas formas no que concerne à poesia para mim, tanto é que se procurar encontro várias palavras Joãoprofundas a seu respeito.

A poesia é adentrar-me em minha essência viva onde não me reconheço como humano, mas sim como um ser vivente e pulsante através do tempo.

Em ideal é isso. Mas é claro que a poesia passa em mim por um processo de materialização e sendo assim ela precisa do humano para escrevê-la, e um humano consiste de falhas.

Depois de “Em Busca do Habitat Natural”, você está pensando em escrever um novo livro?

Sim, sem dúvida, eu preciso lançar outro livro de poesias, pois elas são minhas inspirações constantes, a todo instante saindo de mim feito gêiser ou feito brisa.

Quem sabe neste ano? O título eu já tenho.

Quem se interessou pelo livro “Em Busca do Habitat Natural”, onde pode comprá-lo?  Qual é o valor?

Então, é uma pena, mas o livro só pode ser adquirido através da venda que estou fazendo dos 100 exemplares que comprei. Sendo assim, é só entrar em contato que realizamos as possíveis negociações, tenho vendido a 15 reais.

Meu email para contato: gustavoalquatti@hotmail.com

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3 comentários sobre “Perfil Novos Escritores – João Gustavo Alquatti

  1. Pingback: Em Busca do Habitat Natural – João Gustavo Alquatti | Blog Carolina Bachiega

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